Manchas de petróleo voltaram a aparecer no Litoral Sul, nesta quinta (17). Substância também foi identificada na foz do Rio Una, em São José da Coroa Grande.

Ao menos 1,2 mil litros de óleo foram recolhidos em alto-mar, nesta quinta-feira (17), pela força-tarefa montada para diminuir o impacto das manchas de petróleo que atingem a costa do Nordeste desde abril. A informação foi divulgada, à noite, pelo governo de Pernambuco. O estado também disse que uma mancha de um metro de diâmetro foi identificada na foz do Rio Una, que nasce em Capoeiras, no Agreste. A mancha recolhida estava no mar de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco. A cidade fica na divisa com Alagoas e, antes do aparecimento da substância nesta quinta, foi a última localidade pernambucana a registrar o problema, em 25 de setembro. Durante a tarde, parte da mancha foi recolhida na praia. A partir da sexta-feira (18), segundo o governo, fica instituída uma Sala de Situação no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, para monitorar as manchas de óleo. O trabalho é feito utilizando helicópteros e embarcações. A Sala de Situação reúne representantes das Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, da Defesa Civil e da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que atuam no caso. Nesta quinta, o trabalho do governo envolveu 70 pessoas, mas o número deve chegar a 200, na sexta. De acordo com o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, José Bertotti, parte da mancha que flutuava no mar de São José da Coroa Grande foi interceptada. Mesmo assim, a sustância chegou à praia e foi removida por voluntários e órgãos governamentais, com a ajuda de uma retroescavadeira. "A gente se propôs, hoje, a fazer um trabalho de identificação da mancha, que ainda estava em Alagoas, e no monitoramento vimos que poderia chegar a Pernambuco. Além disso, a ideia era interceptar essa mancha ainda em alto-mar e a gente conseguiu fazer isso hoje. Fizemos a coleta dessa mancha através de boias e um arraste, para que ela não se espalhasse nas praias do litoral pernambucano", afirma Bertotti. Ainda segundo Bertotti, o esforço deve ser realizado para evitar que a mancha atinja os bancos de corais, para não danificar ainda mais o ecossistema existente nessas estruturas e para evitar que o petróleo se disperse ainda mais. O secretário cobrou mais atuação do governo federal no caso. "A gente só conseguirá ter uma previsão disso [resolução do caso] quando o governo federal conseguir identificar qual é a fonte causadora de problema. Até lá, a gente trabalha com o risco de manchas, mas também com uma grande certeza, de que é absolutamente necessário que o governo federal cumpra esse plano e identifique de onde vem essas manchas", declara o secretário.
Manchas em Pernambuco e Alagoas
Manchas de petróleo voltaram a ser vistas em Pernambuco. Durante voo realizado na tarde desta quinta-feira (17), o helicóptero da Tv Globo em Recife sobrevoou a costa pernambucana e avistou a substância no mar, na altura de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul.
Horas depois, as manchas chegaram a algumas áreas na areia da praia, em São José da Coroa Grande. Um dos pontos em que o óleo foi achado fica nas proximidades do Restaurante Castelinho.
São José fica a três quilômetros de distância da divisa com Alagoas, onde também apareceram as manchas. A cidade tem como principal a atividade econômica o turismo. Cerca de três mil pescadores atuam na região.
Mais cedo, um sobrevoo feito pelo governo constatou o reaparecimento de manchas de óleo em Japaratinga e registro em Maragogi, ambas praias de Alagoas, num trecho próximo à divisa com Pernambuco. Por causa disso, ações de monitoramento foram montadas por uma força-tarefa para remover o material em alto-mar.
A mancha tem cerca de 15 metros de extensão por três metros de largura. Ela foi vista na baía de São José, perto dos arrecifes, segundo informações extraoficiais de integrantes da força-tarefa.
A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) informou que seguiu para o local para averiguar a situação. As manchas de petróleo não atingiam Pernambuco desde o dia 25 de setembro. O último registro também ocorreu em São José da Coroa Grande.
O sobrevoo feito pelo governo na divisa entre Pernambuco e Alagoas constatou três manchas de óleo em alto-mar, a um quilômetro da praia de Peroba, no litoral alagoano, antes da chegada da substância a Pernambuco.
Entre agosto e setembro, as manchas de óleo foram vistas em 19 praias de dez municípios pernambucanos.
Monitoramento
Com a possibilidade de as correntes marítimas arrastarem o produto até a costa pernambucana, uma força-tarefa instala boias e mantas nesta quinta, para remover o material em alto-mar.
As equipes, que envolvem instituições federais, estaduais e a sociedade civil, saíram de São José da Coroa Grande para retirar a substância em Alagoas.
A maior das manchas tem cerca de três metros de diâmetro. A gerente de Política Costeira da Secretaria do Meio Ambiente de Pernambuco, Andrea Olinto, as duas menores têm o tamanho de um pneu de caminhão.
Manchas em Pernambuco
Segundo Bertotti, o estado registrou o aparecimento das manchas de óleo no fim de agosto e no início de setembro. No dia 25 do mesmo mês, todos os locais que tiveram registro do produto já estavam totalmente limpos.
A reunião desta quinta-feira, que decidiu pela atuação em alto-mar para conter as manchas, contou com representantes das instituições que compõem a força-tarefa montada em Pernambuco, como a Secretaria e a Agência Estadual de Meio Ambiente, se reúnem na sede da Marinha, no Recife, para discutir ações de prevenção e contenção das manchas.
Essa foi a segunda reunião geral sobre o tema em Pernambuco, já que outro encontro, com representantes dos estados do Nordeste, ocorreu no dia 1º de outubro.
Ação federal
Na quarta (16), o G1 (portal de notícias da Globo) mostrou que o monitoramento de imagens de satélite da costa brasileira para investigar a origem das manchas de óleo no Nordeste não encontrou indícios da substância na superfície marinha.
No mesmo dia, a Petrobras anunciou que 200 toneladas de resíduos de óleo foram recolhidas em praias do Nordeste. A empresa disse que, desde 12 de setembro, mobilizou 1,7 mil agentes ambientais para a limpeza das praias e 50 funcionários para planejar a resposta ao desastre ambiental.
Manchas de petróleo voltaram a aparecer
no Litoral Sul, nesta quinta (17). Substância
também foi identificada na foz do Rio Una,
em São José da Coroa Grande.
Segundo o balanço do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) divulgado na quarta-feira (15), 178 localidades foram afetadas.
Fonte: Portal G1
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