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Morre atendente de lanchonete atacada com ácido sulfúrico

  • Allan Procópio
  • 26 de jul. de 2019
  • 2 min de leitura

Corpo de Mayara Estefanny será encaminhado para o Instituto de Medicina Legal. Ex-marido da vítima e amigo dele foram presos pelo crime.

 

Depois de 21 dias internada no Hospital da Restauração (HR), a atendente de lanchonete Mayara Estefanny Araújo, de 19 anos, vítima de uma ataque com ácido no bairro de Nova Descoberta, Zona Norte do Recife, faleceu na noite da quinta-feira (25). Segundo familiares o enterro do corpo de Mayara deve acontecer em Limoeiro, no Agreste do estado, mas ainda sem horário marcado.


Mayara sofreu queimaduras graves em 38% do corpo. As lesões foram provocadas por uma substância corrosiva — provavelmente ácido sulfúrico — lançada pelo ex-companheiro dele, William César dos Santos Júnior, de 30 anos. Ele teve a ajuda de um amigo, identificado como Paulo Henrique Vieira dos Santos, 23 anos, que segurou a mulher. O crime ocorreu no dia 4 de julho.


Os dois suspeitos passaram por audiência de custódia e receberam ordem de prisão preventiva decretada pela Justiça. Ambos foram indiciados por tentativa de feminicídio contra a atendente mas, com a morte de Mayara, o enquadramento agora será convertido para crime consumado. Os dois seguem no Centro de Observação e Triagem Everaldo Luna (Cotel).

Mayara sofreu queimaduras em 38% da superfície corporal. Foto: Cortesia

No boletim mais recente divulgado pelo HR, a unidade havia afirmado que Mayara apresentava boa evolução clínica, com bom nível de consciência quando retirada a sedação e cicatrização satisfatória dos tecidos lesionados.


No entanto, a traqueostomia — cirurgia que ajudaria a mulher a respirar sem a ajuda de aparelhos — ainda não havia sido realizada até então, pelo fato de que o tecido da região do pescoço, gravemente afetado — ainda não permitia a operação. O procedimento foi realizado na quinta-feira (25), horas antes da morte de Mayara.


Mayara morreu após parada cardiorrespiratória

Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira (26), a chefe da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) adulto do Hospital da Restauração, Fátima Buarque, relatou que “a traqueostomia não teve qualquer relação com a morte de Mayara Estefanny Araújo, de 19 anos”.


De acordo com a médica, Mayara morreu após sofrer três paradas cardiorrespiratórias. Fátima relatou que ela apresentava uma evolução que era considerada satisfatória pela equipe médica, durante todo o tratamento.


Por isso, a morte da jovem, apesar do quadro de saúde grave, pôde ser considerada uma surpresa para a equipe. Já que a paciente respondia todos os estímulos e esteve consciente durante todo o período de internação.


Fonte: OP9

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